A Nvidia está preparando o lançamento do DLSS 5, nova geração da tecnologia de reconstrução de imagem da empresa. Diferentemente das versões anteriores, a novidade aposta ainda mais em Inteligência Artificial para modificar iluminação, materiais e elementos visuais dos jogos em tempo real.
A tecnologia, porém, já está gerando discussão entre os jogadores. Um dos principais problemas está justamente na forma como a IA interfere na aparência dos personagens.
IA pode alterar até o rosto dos personagens
Testes realizados anteriormente levantaram críticas sobre mudanças na aparência de personagens. Grace Ashcroft, protagonista de Resident Evil Requiem, chegou a apresentar um visual considerado artificial em demonstrações da tecnologia.
Outros testes também apontaram alterações em personagens conhecidos, como Geralt em The Witcher 3, cujo rosto poderia apresentar diferenças significativas dependendo do processamento realizado pela IA.
A proposta do DLSS 5 é melhorar a iluminação e os materiais sem depender apenas do trabalho tradicional feito pelos desenvolvedores. O problema é encontrar o equilíbrio para que essas alterações não acabem descaracterizando os personagens.
Desempenho também vira preocupação
Outro ponto que chama atenção é o custo computacional da tecnologia. Embora os números divulgados pela Nvidia possam parecer impressionantes, parte dos resultados utiliza técnicas de geração de frames, o que torna necessário separar o desempenho nativo dos números apresentados.
Nos testes citados, uma RTX 5060 rodando NBA 2K7 em 1080p e qualidade Ultra alcançaria aproximadamente 43 FPS. Já uma RTX 5090 ficaria próxima dos 60 FPS em 4K.
A Nvidia afirma que o DLSS 5 está significativamente mais leve do que nas primeiras versões apresentadas e promete novas otimizações ao longo do outono.
A tecnologia será exclusiva das GeForce RTX 50 e também estará disponível através do GeForce NOW.
